Slow Fashion

maio 04, 2018


Dia 24 de Abril de 2013, a tragédia em Rana Plaza, onde um prédio de 8 andares ruiu, onde abrigava várias fábricas,  matou mais de 1.100 trabalhadores de vestuário em Bangladesh e feriu mais de 2000. 
Este acontecimento foi um abrir de olhos para muitos, e começaram a questionar-se de onde vêm as roupas que usamos todos os dias, e em que condições é que estas foram feitas. 

O documentário "True Cost" vem demonstrar esta realidade: como a indústria da fast fashion esgota os recursos da terra e aproveita o trabalho escravo para mão-de-obra, e para que este trabalho saia barato para o consumidor. 


O verdadeiro custo humano da fast fashion:
  • A indústria têxtil é a segunda maior sector;
  • Neste momento, apenas 2% da roupa vendida nos EUA é feita lá. 
  • 12,7 milhões de roupa é deitada ao lixo, todos os anos; 1.6 milhões de roupa que poderia ser reutilizada. 
  • A roupa é manufaturada em países como o Bangladesh e China para acelerar a produção e aumentar as margens de lucro. Revendedores de fast fashion fazem mais do dobro de lucro que a concorrência tradicional.
  • Os maiores revendedores de fast fasion: Zara (11,4 bilhões em receitas); H&M (15 bilhões em receitas); Forever 21 (2,6 bilhões em receitas)*.
  • Em Bangladesh, Cambodja e outros países, os trabalhadores recebem menos de 2$ diários, para que os revendedores possam vender camisolas a 5$. 
  • O maior número de encomendas faz com que estes trabalhadores vivam miseravelmente, com ordenado baixo, sujeitos a más condições e pouca (ou nenhuma segurança). 

Slow Fashion: refere-se ao estilo, design e qualidade da roupa, bem como a forma como esta foi feita. Envolve comprar roupa feita de tecidos duráveis, que possas usar (ou reciclar) vários anos, roupa que seja sustentável e ética.

Como mudar?

Começar pode ser difícil. É fácil cair na tentação de comprar roupa barata e na moda. Mas quando os consumidores procuram marcas e estilos de vida, que correspondam aos seus valores, as decisões acabam por se tornar mais fáceis e simples. 

1. Comprar menos.  
Consumir de forma mais consciente não é apenas comprar produtos mais conscientes. Implica também comprar em menor quantidade e fazer com que cada compra realmente conte, em termos de qualidade, ética e durabilidade. A cultura do consumo dita que se compre barato, em grande quantidade e com frequência - mas a consequência é um custo mito elevado para o ambiente e a vida humana. A adoção de um estilo mais minimalista permite que os consumidores possam investir em produtos fabricados com responsabilidade.

2. Compra pela ética e sustentabilidade. 
Desde o colapso do Rana Plaza, começaram a surgir imensas marcas de moda de slow fashion que se dedicam a práticas éticas e sustentáveis, que consideram o impacto humano em todos os níveis (design, produção e distribuição). Procura por marcas que ofereçam estas condições, e que procurem diminuir a sua pegada ambiental, mas sobretudo que disponham de condições de trabalho seguras para os seus trabalhadores.

Podem ver aqui várias marcas de slow fashion em Portugal.


Com amor,
Anna

*dados de 2011

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4 comentários

  1. Post mega super hiper importante! Obrigada pela partilha! Vou já ver as marcas que sugeriste.

    Um grande beijinho!
    https://www.healthyfoodandme.com/

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  2. Confesso que não compro muita roupa mesmo por causa disso e dou sempre preferência ao que é fabricado cá em Portugal. Por exemplo aqui no Entroncamento existe uma loja que se chama Mhia e tem roupa acessível e portuguesa :D

    Beijinhos

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    Respostas
    1. Também moro numa cidade pequena e acredita, apesar de haver lojas de fast fashion, encontram-se imensas lojas pequenas, com roupa super acessível, bonita e handmade em Portugal. Isso éde valor :)

      Beijinhos

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